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Pedras de tonsilas palatinas – O que são e o que fazemos com elas

Data da última atualização: 28-Apr-2022

19 minutos lidos

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O que são as amígdalas?

As amígdalas são duas estruturas localizadas na parte de trás da garganta, uma de cada lado. São massas de tecido e têm uma forma oval que parecem glândulas. O exterior das amígdalas é formado por mucosa rosa semelhante à da boca. Dentro do tecido das amígdalas há algumas células com função de proteção contra infecções, conhecidas como linfócitos. O que torna as amígdalas parte do sistema linfático.

Como cada indivíduo tem suas próprias características em relação à forma como seu corpo luta contra a infecção, as amígdalas podem se tornar bastante problemáticas para algumas pessoas. Muitos médicos consideram que as amígdalas funcionam como uma barreira contra bactérias ou vírus que viajam pela garganta, prendendo-os em seu interior. No entanto, para algumas pessoas, as amígdalas não funcionam tão bem, causando mais problemas do que deveriam.

No passado, um procedimento comum para pessoas com problemas nas amígdalas era a amigdalectomia. Esta é uma cirurgia para retirada das amígdalas que era sugerida pelos médicos assim que um paciente mostrava sinais de qualquer tipo de disfunção dessas estruturas. No entanto, atualmente, esse procedimento não é tão comum, e pesquisas mostram que a remoção das amígdalas não necessariamente torna o paciente menos propenso às infecções. Este procedimento cirúrgico é recomendado para quem tem infecções recorrentes nas amígdalas ou para aqueles em que essas são muito grandes, causando desconforto.

 

Problemas médicos nas amígdalas

As condições médicas mais comuns associadas às amígdalas são amigdalite aguda, amigdalite crônica, abscesso periamigdaliano, faringite estreptocócica, amígdalas aumentadas e pedras nas amígdalas.

 

Amigdalite aguda e crônica

Como o nome sugere, amigdalite é uma infecção das amígdalas por uma bactéria ou vírus que as deixa inchadas e inflamadas. Alguns dos sintomas mais comuns são dor de garganta, febre e dores de cabeça. As amígdalas se tornam vermelhas, há dificuldade para engolir, alterações na voz e dor de ouvido, além da formação de bolhas na garganta e de abscesso amarelado ou brancacento no local. Dependendo do tempo que esses sintomas duram, a amigdalite pode ser aguda, com os sintomas que vão de 3 a 4 dias até 2 semanas. Podem ser recorrentes se a pessoa for infectada várias vezes em um ano ou crônica se os sintomas forem persistentes por um longo período.

 

Abscesso periamigdaliano

A infecção das amígdalas causa a formação de um bolsão de pus ao redor da tonsila, empurrando-a para o meio da garganta, onde a úvula está localizada (úvula é o tecido visível pendurado na parte de trás da garganta). Isso torna toda a área extremamente dolorosa, às vezes dificultando até mesmo a abertura da boca. Em caso de abscesso periamigdaliano, a recomendação é drená-lo o mais rápido possível, pois se não tratado pode espalhar a infecção mais profundamente na garganta levando a algumas complicações fatais (uma delas é a obstrução das vias aéreas).

 

Faringite estreptocócica

A faringite estreptocócica é uma infecção causada por Streptococcus pyogenes ou estreptococos do grupo A. Ela geralmente é mais comum em crianças e afeta as amígdalas, tornando-as vermelhas, inchadas, dolorosas e, em alguns casos, pode causar a formação de pus branco ou amarelo nas amígdalas ou ao seu redor. Trata-se de uma condição grave que precisa ser diagnosticada e tratada adequadamente. Se não tratada, pode causar febre reumática, afetando as válvulas cardíacas, articulações e sistema nervoso ou glomerulonefrite, afetando os rins. Isso geralmente ocorre mais tarde na vida e a maioria das pessoas quando são jovens não sabem que essas podem ser complicações sérias de "apenas um simples resfriado" que é maltratado.

 

Amígdalas aumentadas

Amígdalas hipertróficas são amígdalas aumentadas que determinam obstrução da respiração, afetando principalmente os padrões de sono da pessoa. Essa condição pode ser responsável pelo ronco ou, em casos mais graves, apneia do sono. Outros sintomas podem ser o sono agitado com despertar frequente, sonolência excessiva ou problemas cardíacos. Amígdalas aumentadas crônicas também podem levar à sinusite, obstrução nasal ou infecções de ouvido (afetando o tubo de Eustáquio que conecta a garganta ao ouvido interno). Essa condição médica também é considerada responsável em alguns casos pela má oclusão, que é o desalinhamento entre os dentes superior e inferior.

 

Pedras nas amígdalas

Tonsilólitos são partes de bactérias ou detritos que endurecem, transformando-se em pequenas formações chamadas pedras nas amígdalas. Vamos nos aprofundar no assunto das pedras nas amígdalas à medida que avançamos.

 

Essas condições médicas são contagiosas?

Isso depende muito do que causa a condição médica associada às amígdalas. Por exemplo, casos virais de amigdalite, como o causado pela mononucleose, são contagiosos. Este também é o caso de infecção bacteriana, como a faringite estreptocócica. No entanto, se a amigdalite é causada por uma condição médica crônica (por exemplo, sinusite, rinite crônica) é muito menos provável que seja contagiosa.

 

As pedras nas amígdalas são contagiosas?

As pedras nas amígdalas não são contagiosas. Contudo, ocorrem com frequência em conjunto com a amigdalite que, conforme apresentado anteriormente, pode ser contagiosa, a depender da causa.

 

Pedra nas amígdalas – definição

As pedras ou cáseos de amigdalas (medicamente conhecidas como tonsilólitos) são dolorosas formações duras localizadas sobre ou no interior das amigdalas. Elas podem ser amarelas ou brancas e geralmente são formadas por bactérias ou algum outro tipo de restos que aderem às amígdalas.

Tonsilólitos são acúmulos de restos celulares e bacterianos calcificados que são encontrados nas criptas amigdalianas. São mais comuns em jovens do que em adultos. Variam de tamanho de pouco perceptível até o tamanhão de uma ervilha.

É muito incomum as pessoas apresentarem grandes pedras amigdalianas. Habitualmente, as pessoas têm uma ou algumas poucas pedras, mas a maioria tem apenas uma pequena formação na amígdala que não causa qualquer sintoma.

Os tonsilólitos são calcificações que desenvolvem nas criptas palatinas das amígdalas. Eles são formados por sais de cálcio apenas ou em combinação com outros sais minerais.

Os tonsilólitos podem gerar halitose. No processo metabólico bacteriano, compostos malcheirosos como de enxofre e gases derivados do enxofre são gerados. Quando a quantidade de gases produzidos atinge um nível particular, a característica do odor sulfúrico aparece.

 

Como são as pedras amigdalianas?

Tonsilólitos são feitos de sais de cálcio, fosfato e/ou carbonato. Estes são organizados em uma estrutura similar aos cristais ósseos de hidroxiapatita Ca5[OH | (PO4)3. Fluoreto, carbonato ou cloreto pode substituir o íon hidroxila (OH) na hidroxiapatita. Os cristais de hidroxiapatita têm uma gravidade específica de 3,08 e dureza de 5 na escala de Mohs. Uma matriz proteica também foi identificada como um componente da composição dos tonsilólitos.

 

Epidemiologia

Os tonsilólitos, também conhecidos como concreções amigdalianas, afetam até 10% da população e são comumente e causados por episódios de amigdalite. Pequenas massas nas amígdalas são frequentes, contudo, pedras genuínas não o são. As pedras são mais prevalentes em pessoas mais jovens e menos comum em crianças.

Tonsilólitos pode se desenvolver em qualquer idade, mas eles são mais frequentes em adultos do que em crianças. Algumas pessoas apenas desenvolvem um, mas outros podem ter muitos ao mesmo tempo. Até mesmo quando alguns indivíduos se livram de uma, outra se forma em local diferente.

 

Fatores de risco para pedras nas amígdalas

Dada a estrutura das amígdalas, as pessoas que têm mais criptas são mais propensas a desenvolver pedras amigdalianas porque há mais espaço para os detritos se acumularem. Além disso, outro fator de risco pode ser múltiplas infecções nas amígdalas durante um período ou idade, pois as pedras nas amígdalas são mais comumente encontradas em crianças e adolescentes.

 

Causas de pedra na amígdala

Além de ter linfócitos que combatem bactérias e vírus, as amígdalas possuem uma estrutura composta por túneis e recessos, chamadas criptas. Estes são os lugares onde qualquer tipo de detrito, como bactérias, células mortas, saliva, restos de comida e muco ficam presos e começam a se acumular. Agora, você pode estar se perguntando "como as pedras nas amígdalas se formam". Bem, com o tempo, este acúmulo endurece ou calcifica e se torna uma pedra. Esse processo é mais comum em pessoas com amigdalite recorrente (geralmente crônica) ou em quem tende a ter suas amígdalas inflamadas por longos períodos.

 

Fisiopatologia

O processo pelo qual os cálculos se formam é desconhecido, apesar de aparentar ser construído por acúmulo de material preso nas criptas, além do crescimento de bactérias e fungos, frequentemente em conjunto com amigdalite purulenta crônica.

Uma conexão entre biofilmes e tonsilólitos foi descoberta em 2009. A noção de que bactérias criam uma estrutura tridimensional com bactérias dormentes no centro que servem como um ninho contínuo para infecções é o núcleo do conceito de biofilme.

Por conta da sua estrutura impenetrável, o biofilme é resistente a terapia antibiótica. Biofilmes comparáveis aos dentais foram encontrados nos tonsilólitos com um microscópio confocal e microeletrodos, com respiração de oxigênio na camada superior dos tonsilólitos, dentrificação no centro e acidificação no fundo.

 

Classificação

Tonsilólitos, também são conhecidos como pedras das amígdalas, são calcificações que se desenvolvem nas criptas palatinas amigdalianas. Eles também podem se desenvolver no céu da boca e na garganta. As amígdalas têm fendas em que bactérias ou outros materiais como células mortas e muco podem ficar presos. Quando isso ocorre, esses restos podem ficar concentrado em bolsões, resultando nas formações brancacentas.

Tonsilólitos ocorrem quando material preso é coletado e expelido da amígdala. Eles são geralmente macios, mas podem ser borrachudos de vez em quando. Isso é mais comum em pessoas que têm irritação amigdaliana crônica ou diversos episódios de amigdalite. Eles estão frequentemente ligados à gotejamento pós-nasal.

 

Tonsilólitos gigantes

Tonsilólitos gigantes são muito mais incomuns que as habituais pedras nas amígdalas. Eles são frequentemente diagnosticados erroneamente como outras doenças tais como abscesso periamigdaliano ou tumor amigdaliano.

 

Sintomas de pedras nas amígdalas

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Às vezes pode ser difícil detectar ao olho nu uma pedra na amígdala, mesmo quando elas são de tamanho considerável. No entanto, essas pedras podem causar muitos problemas para as pessoas. Alguns dos sintomas são:

  • mau hálito – halitose ou mau hálito é um dos principais sinais de pedras nas amígdalas. O mau hálito da pedra na amígdala é causado pelo fato de que bactérias e fungos se alimentam do acúmulo de detritos que levam a um odor distinto e específico (cheiro de pedras nas amígdalas). Este cheiro em particular é determinado por altos níveis de compostos voláteis de enxofre na respiração que são encontrados na maioria dos pacientes que têm algum tipo de amigdalite;
  • dor de garganta – visto que a infecção das amígdalas pode levar à formação de pedras nas amígdalas, algumas pessoas têm ambas as condições ao mesmo tempo. Isso dificulta a avaliação de qual das duas causas a dor na garganta. Contudo, as pedras nas amígdalas podem causar muito desconforto e dor, (dor de pedra na amígdala), especialmente se forem grandes;
  • tosse – dependendo do tamanho e localização, uma pedra na amígdala pode irritar a garganta, fazendo com que a pessoa tussa repetidamente;
  • detritos brancos – um sintoma físico de uma pedra na amígdala é que podem ser visíveis ao inspecionar a área e encontrar um nódulo branco na parte de trás da garganta (é claro, tendo em mente que algumas pedras nas amígdalas são tão pequenas que só podem ser encontradas durante o raio-X ou tomografia);
  • dificuldades de engolir – novamente, dependendo do tamanho e localização da pedra na amígdala, pode haver dificuldades na deglutição, o que torna doloroso o ato de comer ou beber;
  • dor de ouvido – isso pode ser resultado de apenas uma pedra na amígdala ou da combinação de pedras nas amígdalas e amigdalite. Se o paciente tiver uma pedra, dependendo de onde está localizada a amígdala, pode atingir algumas vias nervosas que são comuns ao ouvido. Como consequência, a dor pode irradiar ao ouvido também. Isso seria mais uma sensação, uma dor "falsa", visto que a causa está localizada na garganta. Porém, se a pedra na amígdala coexistir com amigdalite, a dor no ouvido também pode ser uma consequência desta última, sendo que a infecção na amígdala conseguiria se espalhar para o ouvido;
  • inchaço das amígdalas – uma pedra na amígdala pode causar inflamação, mas também pode ficar infectada, fazendo com que a tonsila inche.
  • Dor de pedra nas amígdalas

 

Diagnóstico de pedras nas amígdalas

O diagnóstico de amigdalite é geralmente baseado em um exame físico. O médico olha a parte posterior da garganta para avaliar o estado de suas amígdalas (se elas estão vermelhas, inflamadas ou têm pus sobre ou ao redor delas), mede a temperatura do seu corpo e verifica sinais de infecção em seu nariz e ouvidos.

Certificam-se de distinguir entre uma pedra na amígdala e uma mancha de pus branco, comum na amigdalite. No entanto, se a pedra não for visível, mas o médico tiver suspeita, pode realizar uma imagem para confirmar o diagnóstico ou avaliar melhor o número, posição e dimensões das pedras.

Além do exame físico, seu médico pode querer fazer alguns exames para determinar a causa da infecção. Os dois testes mais comuns são o swab da garganta que verifica a infecção com estreptococos do grupo A e exames de sangue que são tipicamente usados para diagnosticar mononucleose.

 

Radiologia do Tonsilólito

Apesar da radiografia panorâmica ser um método convencional e confiável para avaliação da presença de tonsilólito, a superimposição de uma lesão envolvendo um lado da mandíbula pode resultar em um pseudotonsilólito ou imagem fantasma contralateral, o que pode gerar erro de interpretação de lesões bilaterais.

Quando um item é colocado entre a fonte de raio-x e o centro do cassete uma imagem fantasma é gerada. Os tonsilólitos são vistos frequentemente nas radiografias panorâmicas como diversas radiopacidades pequenas e bem definidas.

Também é comum para um prestador de saúde descobrir uma pedra da amígdala durante um exame para outra condição médica (ou mesmo durante uma rotina de exame físico). Eles podem observar uma pedra amigdaliana em uma tomografia ou raio-x por outro motivo. Mesmo seu dentista pode encontrar uma pedra durante o exame dental.

 

Pedra de amígdala na garganta

Agora, vamos abordar uma das condições médicas associadas com as duas estruturas ovais em nossas gargantas: pedras nas amígdalas.

 

Pedras nas amígdalas x amigdalite

Não confunda as duas! Como vimos antes, amigdalite é uma infecção das amígdalas causadas por uma bactéria ou por um vírus, enquanto as pedras nas amígdalas podem ser consequência de infecções amigdalianas recorrentes.

Para resumir, algumas possíveis causas de pedras nas amígdalas são amígdalas aumentadas ou inflamadas (amigdalite aguda ou crônica) que facilitam o acúmulo de restos, problemas sinusais crônicos, ou higiene dentária precária.

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Diagnóstico diferencial

Métodos de diagnóstico por imagem podem detectar uma massa radiopaca que pode ser erroneamente identificada como um corpo estranho, dente mal posicionado ou artérias calcificadas. Uma tomografia da região amigdaliana pode revelar imagens não específicas de calcificação.

No caso da Síndrome de Eagle o diagnóstico diferencial tem que incluir amigdalite aguda ou crônica, hipertrofia amigdaliana, abscesso periamigdaliano, corpos estranhos, flebólitos, osso ou cartilagem ectópicos, linfonodos, lesões granulomatosas ou calcificação do ligamento estilo-hioideo.  

Corpo estranho, granuloma calcificado, câncer, um processo estiloide do temporal aumentado, ou, mais raramente, um osso isolado, que é geralmente formado de remanescentes embrionários que vem dos arcos braquiais, são esses os possíveis diagnósticos diferenciais para tonsilólitos. 

 

Tratamento para pedra nas amígdalas

Se as pedras não incomodam a pessoa, não é necessário tratar. Não há uma cura específica para pedra nas amígdalas, no entanto você pode tratar os sintomas no caso de haver desconforto. Em caso de dor e inchaço, analgésicos e anti-inflamatórios são aconselhados.

No entanto, se as pedras nas amígdalas são consequência da amigdalite, tenha em mente que as opções de tratamento para infecção dependem do agente infeccioso. Se bacteriana, os antibióticos são obrigatórios. Se virais, medicações isentas de prescrição e a boa hidratação são as estratégias para o tratamento.

No entanto, seu médico é capaz de avaliar sua condição e integrar seus sintomas para entender melhor a causa. Por isso não espere muito tempo antes de consultar um profissional de saúde que possa ajudá-lo a descobrir o que funcionaria melhor para aliviar os seus sintomas.

 

Remoção de pedra nas amígdalas

  • Remoção manual. Não se recomenda fazer isso em casa, porque pode levar a complicações graves como sangramento por pedras nas amígdalas ou infecção. Se as pedras se tornarem grandes e estiverem causando sérios desconfortos, é melhor procurar assistência médica, já que existem pequenos procedimentos projetados para remover pedras das amígdalas.
  • Ferramenta de remoção de pedras nas amígdalas. Há removedores de pedras amigdalianas que são pressurizados manualmente. A pressão da água de um removedor de pedra amigdaliana de bomba manual pode ser ajustada conforme o número de bombadas, eficientemente eliminado as pedras amigdalianas.

 

Remédios caseiros para pedras nas amígdalas

Embora não exista um tratamento específico para pedras nas amígdalas, existem alguns remédios e procedimentos médicos que ajudam a remover as pedras das amígdalas. Mesmo que as pedras nas amígdalas na maioria das vezes não causem muitos problemas, os pacientes ainda querem removê-las especialmente pelo mau hálito que causam. Outra razão para remoção das pedras nas amígdalas é que elas podem estar infectadas.

A seguir, apresentamos uma lista de remédios e procedimentos que podem ajudar a gerenciar as pedras nas amígdalas.

  • Gargarejo. Gargarejar intensamente com água salgada e morna é um remédio para pedras nas amígdalas que pode ajudar no desconforto e dor, bem como com o mau odor pelo que são responsáveis. Além disso, gargarejar também pode ser útil no caso de uma pedra na amígdala ficar presa, ajudando a deslocá-la.
  1. Enxague bucal pode ser usado em vez de água salgada no gargarejo. Garanta que o enxaguante não contenha álcool, visto que este pode ressecar a mucosa oral, aumentar o descarte celular e agravar o desenvolvimento de pedras amigdalianas. Se possível, use enxaguantes bucais oxigenados, que ajudam a prevenir o crescimento anaeróbio de bactérias, que podem causar pedra nas amigdalas e mau-hálito.
  2. Gargarejar com água salgada morna pode também aliviar a dor da amigdalite, que é comumente acompanhada por pedras nas amígdalas. As criptas amigdalianas podem ficar livre de pedras, exceto as mais teimosas ao gargarejar todas as manhãs.

 

  • Tossir. Algumas pessoas descobrem que têm pedras de amígdalas quando tossem uma em um lenço. A tosse contínua também pode ajudar com o afrouxamento da pedra na amígdala presa na garganta.

 

  • Antibióticos. Normalmente, antibióticos não são recomendados para pedras nas amígdalas, pois não tratam a causa. No entanto, seu médico pode prescrever alguns antibióticos caso suas pedras tenham desenvolvido uma infecção bacteriana. Tenha em mente, porém, que os antibióticos têm efeitos colaterais e que você nunca deve tomá-los sem consultar um médico.

 

  • Hidratação. Para evitar pedras nas amigdalas, mantenha-se hidratado com bastante água. Ela pode ajudar a alterar a química na sua boca ao aumentar a produção natural de saliva.

 

  • Para de fumar. Deixar de fumar cigarro e outros produtos do cigarro, visto que podem contribuir para a bactéria em sua garganta que está gerando pedras nas amigdalas.



  • A criptólise das amígdalas a laser e a criptólise de coblação. Estes procedimentos são usados para eliminar e cicatrizar as criptas de amígdalas onde as pedras estão localizadas. Enquanto a criptólise de amígdalas a laser usa um laser para alcançar este resultado, a criptólise de coblação não usa nenhum tipo de calor, alcançando os mesmos resultados, mas sem a sensação de queimação do laser. Esses procedimentos geralmente são feitos sob anestesia local, com mínimo desconforto e muito pouco tempo de recuperação.

 

  • Curetagem. Pedras grandes podem necessitar uma curetagem (escavação) ou outros métodos de remoção, enquanto fragmentos menores ainda podem necessitar irrigação abundante para serem lavadas da amígdala. Lesões locais maiores podem precisar de excisão local. Contudo, esses tratamentos podem não ser o suficiente para aliviar o mau hálito que tipicamente está associado a esta doença.

 

  • Amigdalectomia. A amigdalectomia por pedra na amígdala é um procedimento projetado para remover as amígdalas junto com as pedras. Geralmente, há duas razões principais para querer remover suas amígdalas. A primeira, se a disfunção das amígdalas está dificultando a respiração, especialmente durante o sono. A segunda, se sua garganta for infectada várias vezes em um ano, fazendo com que suas amígdalas também sejam infectadas (amigdalite). Este é um procedimento que é mais comumente feito em crianças, mas também há casos de adultos que tiram suas amígdalas.

Tonsillectomy

Os pacientes podem sentir dor de garganta e sensibilidade no ouvido por vários dias após a cirurgia, o que torna a recuperação difícil. Uma alternativa é usar um laser para fazer uma amigdalectomia parcial, um procedimento conhecido como criptólise amigdaliana, que fecha as fissuras nas amigdalas onde as partículas acumulam, o que previne a formação de pedras nas amígdalas.

Enquanto no passado a amigdalectomia foi recomendada e feita quase tão logo alguém mostrasse qualquer sinal de infecção na garganta, hoje em dia este procedimento não é tão comum como costumava ser. Os profissionais de saúde recomendam amigdalectomia para pacientes com infecções recorrentes por amígdalas (amigdalite crônica) que podem causar muito desconforto e interrupção das atividades cotidianas.

 

Como exatamente é feita a amigdalectomia?

Leva cerca de 20 a 30 minutos para o médico remover as amígdalas, com o paciente em anestesia geral. O que significa que você não sentirá nada. Há diferentes métodos dependendo do que é melhor para o paciente e da especialidade do médico. Algumas formas que amidalectomia pode ser feita incluem a dissecção com o bisturi (as amígdalas são removidas com um bisturi e o sangramento controlado com um eletrocauterização e suturas eventuais), eletrocauterização (remove as amigdalas e para o sangramento usando apenas o calor), bisturi harmônico (remove as amígdalas e para o sangramento ao mesmo tempo), laser ou técnicas de coblação.

O processo de recuperação leva usualmente de 10 a 14 dias. A dor é o sintoma mais desconfortável e pode durar até duas semanas após a cirurgia.

 

Como prevenir pedras nas amígdalas?

A melhor coisa que você pode fazer para prevenir a infecção viral ou bacteriana das amígdalas é ter uma boa higiene. Isso implica lavar as mãos com frequência e evitar compartilhar itens que entraram em contato com sua saliva ou fluidos (por exemplo, talheres, alimentos, garrafas, escova de dentes) com outras pessoas. Além disso, se você estiver se sentindo mal, evite contato com outras pessoas, sempre espirre ou tussa em um tecido, lave ou higienize as mãos e consulte o seu médico sobre seus sintomas.

Existem algumas coisas que você pode fazer para evitar a formação de pedras nas amígdalas, como manter uma boa e saudável higiene bucal (escovação e uso do fio dental regularmente), não fumar ou parar de fumar se for o caso, gargarejar com água quente e salgada depois de comer e se manter hidratado. Tudo isso ajuda a remover bactérias e evita o acúmulo nas amígdalas.

 

Quando se preocupar com as pedras amigdalianas?

Claro que elas são inconvenientes e desagradáveis, mas como você pode determinar se as suas pedras amigdalianas precisam ser tratadas por um médico? Tudo depende do tamanho e posicionamento das pedras, tal como o seu nível de desconforto.

Se você está inseguro, pergunte ao seu dentista se ele acredita que você deveria remover suas amigdalas. Uma amigdalectomia pode ser a resposta para a sua recorrência de sintomas se você tem infecções amigdalianas persistentes ou pedras.

 

Complicações das pedras de amígdalas

Geralmente, as pedras nas amígdalas não são muito problemáticas, mas em alguns casos, podem levar a complicações graves, como a infecção por pedra nas amígdalas que podem se transformar em um abscesso e requer remoção imediata. Além disso, dependendo do tamanho, grandes pedras nas amígdalas podem prejudicar os tecidos ao seu redor (amígdalas são muito sensíveis) e causar inchaço, inflamação e até infecção (amigdalite).

 

Conclusão

Pedras nas amígdalas são mais comuns do que pensamos, especialmente porque às vezes não causam sintomas. A manutenção de uma boa higiene bucal impede o desenvolvimento de pedras nas amígdalas. Se persistirem e causam desconforto, há várias maneiras de um médico removê-las. Fique de olho nas recomendações para o tratamento, pois não há cura específica para as pedras nas amígdalas (além de removê-las) e não caia na armadilha de usar antibióticos para tratar tonsilólitos.

Pacientes com tonsilólitos tem mais halitose e a sensação de um corpo estranho na garganta. Tonsilólito é um biofilme vivo em forma de pedra. O seu desenvolvimento ocorre com bactérias formando uma estrutura tridimensional com bactérias dormentes no meio servindo como um ninho contínuo de biofilme.

A etiologia e fisiopatologia precisa dos tonsilólitos não são bem compreendias ainda. Deste modo, foi investigada a atual condição dos tonsilólitos, e eles foram examinados usando métodos físico, químicos e microbiológicos.

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